Representantes de proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes e similares, eles pedem que a prefeitura revise e flexibilize o horário de funcionamento do setor, que hoje está limitado entre as 11h e 14h30min.
Vocês estão criando uma associação de bares, restaurantes e lanchonetes. O que é essa
instituição? Ela já está registrada?Zarinha – Não. Ela é futura. A gente está se mobilizando, muito em decorrência de um decreto municipal que limita o horário de funcionamento do nosso setor.A ideia é ter uma associação oficial para defender os interesses dos bares, restaurantes, lanchonetes e similares. Não só agora, mas em outras demandas também.
Já existe um número de comerciantes dispostos a participar?
Zarinha – Hoje nós temos um número de 50 comerciantes interessados, com boa acolhida da proposta.
Então, a princípio, essa união tem como objetivo discutir e rever o decreto da prefeitura. Mas, o que esse decreto determina?
Edivaldo – O decreto é de 23 de dezembro e limitou nosso funcionamento oficial entre as 11h e 14h30min. Na verdade, o decreto determina isso para restaurantes. Bares só podem funcionar com delivery. A única permissão que temos é o atendimento da porta pra fora; ou seja, para retirar e levar.
Zarinha – Ontem (24), por exemplo, veio um pessoal aqui e comprou cerveja pra levar. Mas, isso não é sempre. Quem vai comprar cerveja em bar, pra levar, sendo que os supermercados, que inclusive estão lotados, vendem mais barato?
E o que vocês estão propondo?
Zarinha – Nosso problema é mesmo o horário. A gente quer e precisa trabalhar. Havia um decreto estabelecendo o funcionamento entre 11h e 24h, não me lembro exatamente. Foram uns três decretos até a implantarem esse último. Nós lançamos uma proposta onde pedimos a abertura normal entre 11h e 21h, com redução para 70% da capacidade, tendo uma hora a mais de tolerância para fechamento; e atendendo a todas as normas de segurança contra o coronavírus.
Edivaldo – A gente estava comentando que acaba sendo uma discriminação ao nosso setor. Eu não acho justificativa nisso. Quando tudo estava normal, colocava lá (no pesque e pague) umas duzentas pessoas. Assim que entrou a pandemia, quando voltei a trabalhar, eu mesmo, por conta própria, reduzi para umas dez mesas. A gente tava trabalhando só pra manter mesmo. Por outro lado, tem clube aí funcionando normalmente. É uma história mal contada. A gente vai na prefeitura, ninguém informa nada. Enquanto isso, um rapaz de uma pastelaria que mal cabem duas, três pessoas, já recebeu 28 notificações.
No ofício enviado à secretaria municipal de saúde, vocês comentaram que o aumento, ou não, dos casos de coronavírus na cidade, não tem relação com os bares fechados ou abertos.
Edivaldo – Nesse calor, por exemplo, se não tiver uma meia dúzia de pessoas em bar, elas vão pra cachoeira, vão se reunir na beira de rio. E aí? A fiscalização vai lá? Não vai. Ou seja, tá ferrando é só com a gente mesmo. A gente não quer trabalhar fora da norma... distanciamento de 2 metros, álcool em gel pra tudo quanto é lado...
Quando foi que vocês enviaram o ofício? E já houve alguma resposta?
Lucas Duarte – Ele foi protocolado na secretaria de saúde, e também na secretaria de governo no último dia 19. Existe um conselho de profissionais que se reúne às terças; e um conselho da prefeitura (com representantes da sociedade civil e da administração) que se reúne às quartas-feiras. Então a proposta deve ser levada ao conselho de profissionais amanhã (hoje, 26), devendo ser votada na quarta pelo conselho da prefeitura.
No ofício consta a questão do horário, a redução da capacidade de atendimento. Tem mais alguma solicitação?
Lucas – Nós também pedimos que o nosso setor tenha uma cadeira no conselho, com um representante indicado por nós. Também demos sugestões quanto a fiscalização. Temos relatos de gente do nosso segmento que estaria sofrendo abusos por parte de fiscais, muitos deles, desinformados. O acompanhamento feito pela polícia militar e pela guarda municipal está sendo feito de modo errado. Eles só podem acompanhar e não agir como fiscais.
No contato que houve com os secretários, vocês sentiram boa vontade por parte deles quanto a situação de vocês?
Lucas – Tanto o secretário de governo (Zezé), quanto a secretária de saúde (Vanessa) foram bastante receptivos. A gente acredita que deve pesar o bom senso na hora da decisão. Vamos aguardar para que nos seja favorável.






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